ANTÓNIO SILVA TIAGO

Presidente da Câmara Municipal da Maia

Uma cidade afirma-se pela forma como cuida das
suas pessoas, mas também pela forma como de-
safia o seu pensamento. E na verdade, é essa a
ambição da Maia. A ambição coletiva de construir
uma comunidade onde o desenvolvimento se mede
pela qualidade de vida, pela participação cívica
e social, pelo conhecimento e pela cultura.

É neste compromisso que a Maia acolhe
“O Mundo é Tudo” com assinatura reconhecida de
António Cerveira Pinto, posto que se trata de um
artista bem conhecido do nosso público.
Esta é, sem dúvida, uma exposição que nos
interpela sobre os grandes desafios do nosso
tempo e nos convida, ou provoca, a refletir so-
bre a inteligência artificial, sobre a tecnologia,
sobre a democracia e, ao fazê-lo, também sobre
a própria condição humana.

De algum modo, a Arte que esta exposição
nos propõe, tem qualquer coisa com que
a Maia se identifica. Quiçá, essa identificação,
está patente no pensamento que nos tem con-
duzido para cumprir os grandes desígnios co-
muns, considerando que na Maia o futuro não
se espera; pensa-se, constrói-se e partilha-se
com confiança.

A recente distinção da Maia como a cidade
mais feliz de Portugal, no âmbito do Happy
City Index, representa o reconhecimento de
uma visão política que coloca as pessoas aci-
ma de tudo. Uma cidade feliz não se define
apenas pelos seus indicadores; define-se pela
força da sua comunidade. Na Maia, todos con-
tam porque todos se importam com todos.
É também por essa razão que a cultura ocupa
um lugar central na nossa ação. Porque é atra-
vés da ação cultural que cultivamos cidadãos
mais livres, mais conscientes e mais preparados
para compreender um mundo em permanente
transformação.

Por estes dias, o Fórum da Maia apresenta-se
ao público como um autêntico areópago, onde
António Cerveira Pinto nos confronta com as suas
múltiplas visões do Mundo atual, convocando-nos
para um diálogo mediado pelas suas obras.
Este acontecimento cultural, no coração da ci-
dade, constitui também uma afirmação de identi-
dade cultural. A identidade de uma Maia que acre-
dita que o progresso só tem verdadeiro significado
quando amplia as possibilidades de cada pessoa
viver com dignidade, liberdade e esperança.
É essa convicção que faz da nossa cidade um lugar
onde a felicidade não é um acaso: é uma perma-
nente construção coletiva.